As Melhores Músicas de 2016: 38º - 25º.

12/26/2016 0 Comments A+ a-


Voltamos para mais 14 das 80 melhores do Asian Music 2016. Acho válido dizer que a partir da trigésima colocação, mais ou menos, todas as tracks são quase impecáveis para mim. Todas do Top são realmente boas e frequentes em meus ouvidos, mas é óbvio que quanto mais pra frente, mais me marcaram. Vamos ao ranking da vez (e desculpem o alinhamento bizarro de alguns parágrafos. O blogger é meio complicado de vez em quanto, pois simplesmente distorce as coisas e não permite correção):

38º Produce 101 Dont Matter


No icônico episódio 9 de Produce 101, muitos destinos foram traçados. Porém, se o mundo fosse justo, as participantes de Don't Matter teriam um final mais auspicioso. Inegavelmente a mais inspirada do programa, acabou soterrada num conceito abandonado pelo público dos comedores de cachorro. 

37º BTS - Save Me



Em seu grande ano, BTS teve vários acertos, e o maior deles foi com certeza Save Me. Na onda emo e etérea que é o caminho mais fértil para boybands, mérito dos garotos por entregarem um produto emocional mas não meloso, dramático mas não forçado e privilegiando os vocais. É uma versão melhorada I Need U.

36º Brave Girls - Don't Meet


Don't Matter se assemelha muito mais à elegância de Deepened, mas curiosamente é b-side da farofa de veraneio chamada High Heels. Eu super entendo salto alto ser o single promocional, afinal, é condizente com a época em que foi liberada e possui toda aquela estrutura upbeat genérica que costumam vender mais, mas Don't Matter é muito mais música - intensa, emotiva e carregada dos potentes timbres das meninas.

35º Crayon Pop - Doo Doom Chit



Na perseverança de recuperar o sucesso de Bar Bar Bar, após sofrer boicote da própria empresa em toda sua negligência, o Crayon revirou na gaveta de sua essência para voltar às origens com um Disco
menos tosco que o costume, mas com o espírito zombeteiro, brega e vintage que marcou suas melhores aventuras.
34º REOL - Lunatic


Faixa que por muito tempo foi minha favorita do excepcional LP que é Sigma, Lunatic tem a mesma pegada techno de todo o disco, mas com um instrumental saído diretamente de um sci-fi contemplativo e transcendental, o que a concerne uma vibe puramente lounge do que imaginamos ser uma viagem espacial.

33º Morning Musume - Confront With Bare Nakedness


And Irene Bless the Farofa. Talvez entre 2010 - 2014 isso aqui passasse despercebido ou sem tamanha atenção da mídia especializada fracassada, mas estamos em 2016 e todo o resto é apenas hipotético. E nada mais esquisito que o ato mais irregular e nonsense do H!P para aposentar o sobrenome 16 com seu melhor esforço em um bom tempo.

32º WJSN - Secret


O synthpop espacial vanguardista do WJSN, o debut moral do novo girlgroup da Starship. Esqueçam NoNoNo e Catch Me, pois entre grupos rookies de 2016, se as Cosmic Girls não entregaram o melhor debut propriamente dito, entregaram o melhor single - Bus melhor MV. É o perfeito lado Velvet que o próprio Red Velvet não conseguiu explorar nem o Oh My Girl, que deveria ter seguido este caminho após Closer.

31º AOA - Runway


Maior destaque do álbum que recebe seu título, Runway encorpora o electro retrô que teve seu ápice no Asian Music no formidável Dress to Kill, das finadas do Depois da Escola. A batida mais agressiva é uma tonalidade inédita na carreira versátil das Angels, amplificando o que já fora Give me the love; um verdadeiro tapa na cara dos anti-fãs da época em que elas explodiram no mercado abusando de seus belos corpos (não estou reclamando, adoro o coro delas). Melhor ano musical pras meninas, o que infelizmente foi abalado pelas polêmicas imbecis que cercaram, injustamente, algumas integrantes simplesmente por elas não mijarem de pé.

30º Mad Clown e Kim Na Young - Once Again


O segredo do sucesso pra OSTs é: 1 - Davichi/ 2 - Rapper Masc. + Vocalista Feminina de voz aveludada. Once Again, a melhor e mais subestimada trilha do Hit (e horrível) Descendants of the Sun é o espécime da vez do segundo exemplo. Diferentes, mas como um só, Mad Clown e Kim Na Young se completam e transmitem um sentimento cálido para Once Again, que foge do melodrama xaroposo típico que trilhas assim costumam ter.

29º Stellar - Sting


O PBR&B, antes de ser esquecido, teve bons filhos. Se Brave Girls venceu no primeiro semestre, Stellar toma a frente e leva o ano por uma maior durabilidade em minha playlist - sem biaísmo. As batidas que emulam aquele barulhinho que fazemos com a língua, tipo um estalar, perdurou mais que os sintetizadores de Deepened, e o MV metafórico em que nos acusa de taradismo e hipocrisia deixa tudo mais memorável.

28º FEM feat. Tinashe e Chanyeol - Freal Luv


Quem diria, Chanyeol. Por mais que não seja o grande responsável do sucesso aqui, seus versos são inestimáveis para a boa experiência que é ouvir Freal Luv. O electro-hop do quarteto americano nunca funcionou tão bem quanto aqui, embalado pelas vozes do EXO com os aguçados timbres de Tinashe.

27º Luna - Free Somebody


Enquanto uns se perdiam no Tropical House, Luna apostou no Future House para seu debut, nada surpreendente para a main vocal do grupo mais experimental do K-pop. Uma pena o auto-boicote da SM em ter vindo com double-a pro EXO da semana seguinte. Ao menos no Delírios, Luninha sai ganhando <3.

26º Punch feat. Chanyeol - Stay With Me


Vindo de soslaio como um gato atrás da presa, essa despretensiosa colaboração entre o mais bem-sucedido artisticamente membro do EXO com uma das rainhas das OSTs gerou como resultado uma balada que foge do lugar comum com os acordes de guitarra elétrica que dão outro tom à boa dinâmica de vozes entre a suave Punch com o levemente gutural rapper.

25º Red Velvet - Russian Roulette


Haters gonna hate. Vi muita gente condenando o Red Velvet ao ostracismo após One of These Nights e o tombo do lado Velvet. Ok, também não curti. A aparente falta de interesse da SM em promovê-las parecia corroborar para a preservação do estigma, mas vocês subestimam o poder do Veludo Vermelho. Ao se acovardar em sua ousadia e mesclar as camadas, apostando num Synthpop 80s, a empresa tirana reergueu a imagem do ato sem perder a identidade peculiar e creepy das meninas em um MV que estimula o assassínio amistoso de nossos próximos. Assim, elas terminam o ano em alta novamente - não pelos Raul Gils, mas com vários índices que realmente denotam o gosto público e a fidelidade dos fãs, o que pode sim garantir uma carreira longeva, como votações populares e visualizações dominantes. Dizer que Russian Roulette foi mais boa do que One of These Nights foi ruim me parece um veredicto aceitável.


E é isso, rapaziada. A próxima parte será a penúltima do todo e a última com 14 faixas. As dicas são:

10 Korebas - 2 raps, um boyband, 4 girlgroups, 2 solistas e um dueto de trot.

4 Japas

Nós vemos lá!
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